terça-feira, 27 de agosto de 2013

Compromisso com a Cultura

Viseu, 26 ago (Lusa) - O candidato do CDS/PP à presidência da Câmara de Viseu, Hélder Amaral, prometeu hoje encarar a cultura como prioridade caso seja eleito a 29 de setembro, criando um espaço que venha a servir de montra da atividade cultural local. "Falta um espaço onde a atividade cultural se encontre, onde a comunidade e os turistas encontrem toda a capacidade artística da cidade, sejam grupos de teatro, bandas de garagem, pintores, escultores ou artesãos. Queremos um espaço que seja uma montra da nossa atividade cultural", explicou. À entrada da Quinta da Cruz, em Viseu, o candidato centrista explicou que este espaço deveria funcionar no centro histórico da cidade de Viseu, como "uma espécie de 'Covent Garden' de Londres". "O Mercado 2 de Maio é uma belíssima ideia para fazer isso, mas também pode ser noutro sítio como o atual mercado municipal, se o conseguirmos relocalizar. Tem de ser um espaço próximo, que se possa fruir com tempo, calma e paciência", revelou. De acordo com Helder Amaral, não existe a pretensão de criar uma verdadeira casa da cultura, mas antes um espaço de fruição e partilha de cultura, onde os artistas possam expor e partilhar ideias. Caso seja eleito, promete que o município passará a ser um verdadeiro parceiro da atividade cultural e nunca o seu dono. "Temos de transformar a autarquia num agregador de todas as sinergias que se criem, sendo ela a potenciar e mostrar para fora a atividade cultural local. Tem de ser o polo agregador", acrescentou. O candidato do CDS/PP pretende ainda envolver toda a comunidade na Feira de S. Mateus, sugerindo para tal ideias que atraiam novos públicos. "Porque não temos música alternativa, semanas temáticas dedicadas à pintura, escultura ou artesanato, porque não temos no próprio pavilhão empresas de Viseu? Penso que a Feira de S. Mateus deveria ter um dia dedicado a cada concelho do distrito de Viseu", sugeriu. Defendeu ainda que a Feira Franca deveria ser uma mostra dos melhores produtos da região, entre os quais o vinho, que alega que este ano não tem qualquer expositor. Para a Quinta da Cruz, espaço onde decorreu o encontro com os jornalistas ao início da tarde de hoje, Helder Amaral elegeu como prioridade que esta venha a ser "um espaço para uma magnífica horta urbana, espaço de lazer e partilha de cultura". Garante que não tem nada contra o facto de lhe virem a chamar Serralves de Viseu, desde que não se estejam a referir apenas ao edifício. "Nestas coisas, o mais fácil é tratar-se do edifício e o mais difícil é o que se põe lá dentro. Nem vou criticar o facto de isto ter estado para abrir em 2009 e já estarmos em 2013, mas se fosse um qualquer funicular abriria mais cedo ou se fosse uma qualquer rotunda já teria levado duas revisões", alegou. Na opinião do candidato centrista, Serralves é bom não pelo edifício, mas pelas exposições, atividades e cartaz. "Queremos que este espaço não seja uma promessa adiada, mas sim uma realidade. Queremos que a cultura não seja algo de que se fala para preencher um programa eleitoral, mas algo de concreto", concluiu.
CMM // SSS 
Lusa/fim

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Carta aos militantes

Caro(a) Militante,
Decidi liderar uma candidatura à Câmara Municipal de Viseu nas próximas eleições autárquicas, apoiada pelo meu partido, o CDS – Partido Popular.
Antes de mais, esta candidatura decorre de um impulso pessoal: Viseu é a minha terra. É nela que está o meu passado e o meu presente, e é nela que sempre estará o meu futuro. (…) Nada me honrará mais do que protagonizar uma proposta ambiciosa e abrangente de dinamização e projecção nacional e internacional de Viseu. Por outro lado, a participação autárquica implica uma grande proximidade com os eleitores, o que a torna especialmente nobre, exigente e recompensadora. É precisamente nesse tipo de actividade que me sinto mais realizado: a política faz mais sentido quando é feita rua a rua, porta a porta, olhos nos olhos.
Comecei assim a explicação que enviei a todos os Viseenses. Mas a minha candidatura é mais que um impulso pessoal: é também uma tentativa de dar espaço e voz a uma massa critica, livre e independente que existe em Viseu, e que disse presente nas listas à Assembleia Municipal, à Camara Municipal e às 23 juntas de freguesia a que nos candidatamos. O CDS deve sentir-se honrado com a confiança que em nós depositaram tantos independentes que querem fazer este caminho em nome do CDS/PP.
Mas nada servirá este voto de confiança se cada um dos militantes do CDS não estiver também empenhado nesta mudança necessária e inevitável. Esta é uma oportunidade única para honrar o nosso passado autárquico, que reside na obra do Dr. Leal Loureiro, do Eng. Amorim e do Eng. Engrácia Carrilho. Este é o momento de dizer SIM ao nosso partido.
Tenho dedicado grande parte do meu tempo a defender a nossa bandeira também no distrito, onde o partido concorre em 23 dos 24 concelhos. Mas esta jornada não consigo fazê-la sozinho. Vou precisar da ajuda empenhada e abnegada de todos os militantes do CDS.
Preciso do vosso apoio, do vosso amor a Viseu, da vossa dedicação à nossa causa, do vosso contributo, sugestões, e da participação em acções de campanha. Dia 15 de Setembro teremos o presidente do partido, Dr. Paulo Portas, entre nós, cumprindo um programa que brevemente divulgaremos.
Aqui deixo também os contactos, para que possam acompanhar a nossa agenda de campanha, enviar as vossas sugestões e comentários.
Email cds.2013viseu@gmail.com Telemóvel 960 029 570
Saudações centristas
Hélder Amaral

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Visita ao Museu do Quartzo

A Exploração do Quartzo no Monte de Santa Luzia (Viseu), pela “Companhia Portuguesa de Fornos Eléctricos”, nos anos 61 a 86, teve como resultado o enorme rasgão na paisagem, elemento altamente negativo em termos de impacto ambiental. 
A autarquia viseense recuperou o que resta de uma exploração caótica abandonada construindo ali o Museu do Quartzo que hoje a candidatura de Hélder Amaral visitou tendo reunido com os responsáveis da Direcção no local. Embora a arquitectura possa merecer alguma apreciação menos favorável apesar de ter sido premiado o projecto em 97 com o Prémio Nacional do Ambiente, o candidato do CDS, Hélder Amaral, ficou visivelmente encantado com o projecto ali existente, com os dados transmitidos sobre visitantes e da visibilidade muito positiva que este equipamento cultural projecta da cidade de Viseu. Bem equipado de conteúdos, muito interactivo e preenchido de informação o Museu do Quartzo dispõe ainda de uma equipa ainda que reduzida de recursos humanos muito motivada, experiente e profissionalmente ajustada aquela realidade espalhando simpatia e saber pelos visitantes do Museu. 
Da análise ao projecto e das possibilidades do local importa agora, no entender da candidatura dar a melhor forma possível ao protocolo assinado entre o MNHN e a CMV, em 14Out97, segundo o qual deverá evoluir para um Centro de Investigação Científica e Tecnológica alargando assim as potencialidades pedagógicas, culturais e, também, naturalmente, turísticas. 
Para além da recuperação feita do escarpado a candidatura do CDS veria com bom olhos a requalificação dos equipamentos industriais existentes, a criação de áreas de lazer e de desporto na envolvente do Monte, a criação de percursos criteriosamente estabelecidos, apoiados em painéis explicativos, convenientemente localizados, e em documentação escrita (desdobráveis, brochuras) a facultar aos visitantes. 
A candidatura do CDS agradece ainda a forma cordata e muito profissional como o Dr Américo Nunes, Vice-Presidente da CMV recebeu a delegação dando nota muito precisa e informada de todo o projecto do Museu do Quartzo.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Plano Estratégico para Viseu 2021

Viseu é hoje uma cidade arrumada, organizada, funcional e geradora de alguma qualidade de vida. Isso em boa parte resulta do trabalho desenvolvido pelo Executivo de Fernando Ruas ao longo das últimas duas décadas mas é também fruto da visão projectiva e arrojada do então Engº Engrácia Carrilho plasmada no documento do Plano Estratégico para o Concelho de Viseu, discutido e desenhado com a cidade nos anos 80. 
Duas décadas depois essa visão ainda resiste mas a erosão própria da sociedade e dos sucessivos erros de governação nacional impõem junto com a crise que viveremos ainda por mais alguns anos uma redefinição deste conceito e forma de olhar a cidade. 

Esta mudança terá que ter por base a democracia participativa, o respeito pelos munícipes e pelo dinheiro dos contribuintes sem deixar de os fazer actores activos da nossa história colectiva! Todos devemos apresentar um contributo para escolher o futuro da nossa cidade, para responder à questão que há muito é fundamental: que Viseu desejamos em 2021? 
Do desiderato de passear por um melhorado Parque do Fontelo continuado na Cava e na ponta oposta pela mancha fresca da Aguieira e Quinta da Cruz, de molde a que, em uma década, a cidade seja atravessada por um grande corredor verde onde a Ecopista se continua e encaixa naturalmente à necessidade de preservação da parte histórica da cidade, entre outras ideias que venham a ser pensadas são aspectos que devem merecer reflexão e discussão por parte de todos os munícipes. 
Não se constrói uma cidade moderna e acolhedora a partir do frio estirador do gabinete sem que a reflexão passe por cada viseense e nisso, a título de exemplo, importa apenas aprovar o PDM quando o “sonho” que têm para Viseu tenha sido discutido na urbe. Interessa saber o que queremos, como queremos e porque queremos um concelho ambientalmente sustentável, equilibrado urbanisticamente e pensado em termos futuros e estruturais para acolher as soluções futuras de uma auto-estrada Viseu – Coimbra ou de uma ferrovia de alta velocidade Aveiro – Viseu – Madrid que nos coloquem definitivamente ao nível das melhores regiões europeias. 

Neste período de campanha autárquica a candidatura de Hélder Amaral quer desafiar os viseenses a sair da quietude e lutar por uma alternativa. Queremos afirmar o desejo de que haja coragem de sonhar a cidade, o desejo de que se consiga ver mais longe que o quotidiano, a audácia de acreditar que Viseu tem condições para recuperar a sua vocação histórica e reerguer-se como a grande capital do Centro! 

Assim, e atentos à crise que o País atravessa, não prometeremos obra feita nem traçaremos objectivos inalcançáveis, mas sugerimos ao Concelho e a todos os que nele querem fazer o seu futuro a discutirem connosco as seguintes propostas: 

- Deslocalizar o actual Mercado Municipal. 
Nesta matéria sugerimos como hipótese a transformação do actual espaço ocupado pelo Mercado em silo auto alargando a capacidade de estacionamento numa zona a dois passos do centro nevrálgico da cidade; O Mercado Municipal alvo dessa transformação deverá ser deslocalizado, salvo melhor solução, para o espaço actualmente ocupado pela Central de Camionagem. 

- Deslocalizar a actual Central de Camionagem. 
Nesta matéria sugerimos como hipótese a construção de uma moderna e funcional Central de Camionagem na zona actualmente ocupada pela Feira Semanal, oferecendo aos utentes e em particular aos turistas à chegada o melhor cartão de visita que a Cidade tem para lhes oferecer, a vista sobre a Sé. Construída por forma a garantir um corredor paralelo ao Pavia e de fácil acesso à zona da Feira de São Mateus esta ligação permitirá rentabilizar o uso do Funicular em especial à noite e aos fins de semana em que nesta proposta se sugere de horário mais alargado e ao mesmo tempo reduzido na espera fazendo com que aos fins de semana o trânsito (excepto a moradores) seja proibido no Centro Histórico. 

- Adequar os terrenos anexos ao Parque Radial de Santiago para espaço moderno, funcional e lúgubre para a realização da Feira Semanal. 

É esta parte do novo Plano Estratégico que queremos ajudar a desenhar para o Concelho mas para isso não dispensamos a colaboração de todos. É este Compromisso de debate que queremos fazer com todos os Viseenses. Faça chegar a sua opinião, o seu comentário ou proposta através do email.(viseu.cds@gmail.com)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Fazer o bem mas olhar a quem!

O actual Presidente da Autarquia, Dr Fernando Ruas, terá, no período “antes da missa” das Igrejas do Viso Sul e de S. João de Lourosa, proferido um "sermão da esmola generosa” agradecendo aos católicos viseenses o terem confiado nele durante mais de duas décadas, e firmando esse reconhecimento com a assinatura no local de um chorudo cheque. O CDS reconhece o papel insubstituível e imprescindível da Igreja. 
Defenderemos uma cooperação próxima entre Autarquia e a Igreja e as suas Instituições, em prol da plena implementação da Doutrina Social da Igreja, e a favor de um Estado que proteja os mais desfavorecidos e necessitados. No Manifesto Eleitoral da Candidatura de Hélder Amaral estão vertidos muitos dos ensinamentos e das melhores práticas que várias e exemplares Instituições ligadas à Igreja têm demonstrado ao serviço dos pobres, dos desamparados e dos carenciados, demonstrando uma sensibilidade e uma solidariedade que em tempo de crise mais ainda se justificam. 
Assim, o CDS, atento à questão, lauda a atitude e a benemérita generosidade do cidadão Fernando Ruas, caso se trate de um cheque pessoal. Porém, não o sendo, e tratando-se nesse caso de dinheiros públicos, terá de manifestar a sua estranheza pelo local e forma como tal foi assumido, num espaço da Igreja e antecedendo uma celebração católica. 
Sendo o Dr. Fernando Ruas Presidente de Câmara e Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, o CDS questiona o actual Executivo Camarário sobre a razão e critérios que estiveram na selecção destas paróquias em detrimento de outras que prestam igual serviço relevante à comunidade. 
Na ausência de explicações, a candidatura de Hélder Amaral não pode deixar de concluir estarmos presente um repudiável acto de campanha que, assim sendo, configura o grau zero da política local. Fernando Ruas, a ser assim, escolheu desta forma a “porta pequena” da saída para o regresso anunciado em 2017, o desde logo demonstra “a pouca ou nenhuma fé” que terá na actual proposta da candidatura social democrata ao seu lugar na Autarquia.