quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Plano Estratégico para Viseu 2021

Viseu é hoje uma cidade arrumada, organizada, funcional e geradora de alguma qualidade de vida. Isso em boa parte resulta do trabalho desenvolvido pelo Executivo de Fernando Ruas ao longo das últimas duas décadas mas é também fruto da visão projectiva e arrojada do então Engº Engrácia Carrilho plasmada no documento do Plano Estratégico para o Concelho de Viseu, discutido e desenhado com a cidade nos anos 80. 
Duas décadas depois essa visão ainda resiste mas a erosão própria da sociedade e dos sucessivos erros de governação nacional impõem junto com a crise que viveremos ainda por mais alguns anos uma redefinição deste conceito e forma de olhar a cidade. 

Esta mudança terá que ter por base a democracia participativa, o respeito pelos munícipes e pelo dinheiro dos contribuintes sem deixar de os fazer actores activos da nossa história colectiva! Todos devemos apresentar um contributo para escolher o futuro da nossa cidade, para responder à questão que há muito é fundamental: que Viseu desejamos em 2021? 
Do desiderato de passear por um melhorado Parque do Fontelo continuado na Cava e na ponta oposta pela mancha fresca da Aguieira e Quinta da Cruz, de molde a que, em uma década, a cidade seja atravessada por um grande corredor verde onde a Ecopista se continua e encaixa naturalmente à necessidade de preservação da parte histórica da cidade, entre outras ideias que venham a ser pensadas são aspectos que devem merecer reflexão e discussão por parte de todos os munícipes. 
Não se constrói uma cidade moderna e acolhedora a partir do frio estirador do gabinete sem que a reflexão passe por cada viseense e nisso, a título de exemplo, importa apenas aprovar o PDM quando o “sonho” que têm para Viseu tenha sido discutido na urbe. Interessa saber o que queremos, como queremos e porque queremos um concelho ambientalmente sustentável, equilibrado urbanisticamente e pensado em termos futuros e estruturais para acolher as soluções futuras de uma auto-estrada Viseu – Coimbra ou de uma ferrovia de alta velocidade Aveiro – Viseu – Madrid que nos coloquem definitivamente ao nível das melhores regiões europeias. 

Neste período de campanha autárquica a candidatura de Hélder Amaral quer desafiar os viseenses a sair da quietude e lutar por uma alternativa. Queremos afirmar o desejo de que haja coragem de sonhar a cidade, o desejo de que se consiga ver mais longe que o quotidiano, a audácia de acreditar que Viseu tem condições para recuperar a sua vocação histórica e reerguer-se como a grande capital do Centro! 

Assim, e atentos à crise que o País atravessa, não prometeremos obra feita nem traçaremos objectivos inalcançáveis, mas sugerimos ao Concelho e a todos os que nele querem fazer o seu futuro a discutirem connosco as seguintes propostas: 

- Deslocalizar o actual Mercado Municipal. 
Nesta matéria sugerimos como hipótese a transformação do actual espaço ocupado pelo Mercado em silo auto alargando a capacidade de estacionamento numa zona a dois passos do centro nevrálgico da cidade; O Mercado Municipal alvo dessa transformação deverá ser deslocalizado, salvo melhor solução, para o espaço actualmente ocupado pela Central de Camionagem. 

- Deslocalizar a actual Central de Camionagem. 
Nesta matéria sugerimos como hipótese a construção de uma moderna e funcional Central de Camionagem na zona actualmente ocupada pela Feira Semanal, oferecendo aos utentes e em particular aos turistas à chegada o melhor cartão de visita que a Cidade tem para lhes oferecer, a vista sobre a Sé. Construída por forma a garantir um corredor paralelo ao Pavia e de fácil acesso à zona da Feira de São Mateus esta ligação permitirá rentabilizar o uso do Funicular em especial à noite e aos fins de semana em que nesta proposta se sugere de horário mais alargado e ao mesmo tempo reduzido na espera fazendo com que aos fins de semana o trânsito (excepto a moradores) seja proibido no Centro Histórico. 

- Adequar os terrenos anexos ao Parque Radial de Santiago para espaço moderno, funcional e lúgubre para a realização da Feira Semanal. 

É esta parte do novo Plano Estratégico que queremos ajudar a desenhar para o Concelho mas para isso não dispensamos a colaboração de todos. É este Compromisso de debate que queremos fazer com todos os Viseenses. Faça chegar a sua opinião, o seu comentário ou proposta através do email.(viseu.cds@gmail.com)

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Fazer o bem mas olhar a quem!

O actual Presidente da Autarquia, Dr Fernando Ruas, terá, no período “antes da missa” das Igrejas do Viso Sul e de S. João de Lourosa, proferido um "sermão da esmola generosa” agradecendo aos católicos viseenses o terem confiado nele durante mais de duas décadas, e firmando esse reconhecimento com a assinatura no local de um chorudo cheque. O CDS reconhece o papel insubstituível e imprescindível da Igreja. 
Defenderemos uma cooperação próxima entre Autarquia e a Igreja e as suas Instituições, em prol da plena implementação da Doutrina Social da Igreja, e a favor de um Estado que proteja os mais desfavorecidos e necessitados. No Manifesto Eleitoral da Candidatura de Hélder Amaral estão vertidos muitos dos ensinamentos e das melhores práticas que várias e exemplares Instituições ligadas à Igreja têm demonstrado ao serviço dos pobres, dos desamparados e dos carenciados, demonstrando uma sensibilidade e uma solidariedade que em tempo de crise mais ainda se justificam. 
Assim, o CDS, atento à questão, lauda a atitude e a benemérita generosidade do cidadão Fernando Ruas, caso se trate de um cheque pessoal. Porém, não o sendo, e tratando-se nesse caso de dinheiros públicos, terá de manifestar a sua estranheza pelo local e forma como tal foi assumido, num espaço da Igreja e antecedendo uma celebração católica. 
Sendo o Dr. Fernando Ruas Presidente de Câmara e Presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, o CDS questiona o actual Executivo Camarário sobre a razão e critérios que estiveram na selecção destas paróquias em detrimento de outras que prestam igual serviço relevante à comunidade. 
Na ausência de explicações, a candidatura de Hélder Amaral não pode deixar de concluir estarmos presente um repudiável acto de campanha que, assim sendo, configura o grau zero da política local. Fernando Ruas, a ser assim, escolheu desta forma a “porta pequena” da saída para o regresso anunciado em 2017, o desde logo demonstra “a pouca ou nenhuma fé” que terá na actual proposta da candidatura social democrata ao seu lugar na Autarquia.

Cuidar Viseu

No actual clima económico Viseu não se pode dar ao luxo de ter uma gestão ineficiente e similar aos últimos 24 anos, nos quais a cidade foi governada numa lógica de gestão corrente; é chegado o momento de mudar o paradigma e por isso a nossa candidatura faz uma aposta clara na inclusão do melhor que a nossa sociedade civil tem para oferecer. Acreditamos que só o rigor e o escrúpulo na gestão dos dinheiros dos contribuintes são aceitáveis em Democracia, temos capacidade para gerir de forma responsável e transparente os orçamentos municipais e não podemos baixar os braços perante o desperdício.
Para tal propomos em nome da transparência, eficácia e eficiência dos serviços do Estado disponibilizados aos Viseenses através das Juntas de Freguesia e Autarquia, um plano simples mas arrojado de simplificação radical dos procedimentos e das decisões, de diminuição significativa dos custos para os contribuintes resultantes da actividade municipal e da implementação de mecanismos que permitam o acompanhamento público permanente de todas as fases desses procedimentos e decisões.
A prosperidade depende da vontade de todos e com este programa queremos chamar todos a participar com a sua cidadania activa e interventiva. Os órgãos autárquicos devem interpretar essa vontade, ajudando a remover obstáculos e constituindo-se como parceiro na procura de soluções simples, baratas e duradouras reduzindo o peso do Estado no bolso dos contribuintes viseenses e dessa forma também no todo nacional. Viseu merece o nosso esforço conjunto!

sábado, 17 de agosto de 2013

Na hora do voto é bom que se recordem!

Uma campanha serve essencialmente para esclarecer e informar e isso pode, e no actual momento do País deve, ser feito com contenção de meios. Até aqui creio que estamos todos de acordo! Aliás, até o agora candidato à AM pelo PSD assim o afirmava em Abril último dizendo que iria sem uma campanha sem gastos supérfluos
O Tribunal Constitucional já colocou online os orçamentos partidários e numa primeira análise, verifica-se que em Viseu PS e PSD prevêem gastar mais de 70 mil Euros um número que é cerca de 7 vezes mais do que prevê gastar o CDS (13.025 euros), e que equivale a cerca de 0,75 euros por eleitor, enquanto que o CDS gastará 0,15 cêntimos por eleitor
Os orçamentos são previsões de gastos que jogam com a subvenção autárquica e cada partido terá o que merece, é facto, mas é difícil deixar de notar a enorme diferença de previsões orçamentais. O orçamento da candidatura de Hélder Amaral é bem a imagem da nossa intenção firme de gastar o menos possível e fazer acontecer a campanha com contenção, rigor e frugalidade de meios. Esta esmagadora diferença de valores não nos assusta e será substituída pelo firme propósito de informar os Viseenses, privilegiando o contacto pessoal e a qualidade das nossas propostas, mantendo uma forte contenção orçamental.
A isso nos obriga o respeito pelas dificuldades por que passam a esmagadora maioria das famílias no Concelho, mas também o nosso entendimento sobre o que é justificável gastar numa campanha eleitoral. 
As nossas contas estarão sempre disponíveis para quem as quiser consultar de forma a mostrar o que efectivamente gastamos e quais foram as fontes de financiamento. A isso nos obriga a transparência e o respeito por todos
Gastar como se não houvesse futuro, não percebendo que as subvenções autárquicas são retiradas dos impostos dos portugueses, não foi, nem será nunca o nosso Compromisso.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Politica do (Vis)eu Primeiro!

A Candidatura do CDS-PP vem por este meio manifestar a sua perplexidade com, ao que parece, mais este desentendimento que grassa na candidatura autárquica do PSD, encabeçada por António Almeida Henriques. Se por um lado e apesar de ainda o não ter feito, o segundo da lista de Mota Faria, vindo, ironia do destino, de Tondela, João Cotta (presidente da Associação Empresarial da Região de Viseu, AIRV; presidente do Conselho Geral do Instituto Politécnico de Viseu; presidente do Conselho Empresarial da Região de Viseu, CERV, etc.) pondera suspender os "seus mandatos", já o candidato António Almeida Henriques, também e ainda, Presidente da Assembleia Municipal de Viseu e figurante assíduo em tudo o que é iniciativa do município, não manifesta idêntica vontade.
Talvez por estar mais preocupado em fazer "queixinhas" à CNE e Direcção de Informação da RTP sobre a participação de Hélder Amaral em programas televisivos de debate político sobre política nacional quando o ajustado seria queixar-se de não ser escolhido pelo PSD em iguais circunstâncias. Alguma razão haverá! 
Exemplo disto foi o cenário da passada 4ª feira no Pavilhão da Feira de São Mateus com o candidato do Viseu Primeiro a moderar um debate na Expovis sobre a problemática da agricultura com a participação da CVRDão. A Expovis que anunciou desistir da realização da Agrobeira e a CVRDão que não parece ser capaz de promover a realização de pelo menos uma semana do Vinho do Dão na Feira de São Mateus dão assim palco a Almeida Henriques a coberto da qualidade de Presidente da AM, ele que nessa função em 20 anos não apresentou naquele fórum uma única proposta nestas áreas. Estamos conversados! 
A propósito e como ajuda de memória, recordar positivamente o entendimento de António Almeida Henriques, nas legislativas de 2009, que na mesma posição, em que agora se encontra João Cotta, de imediato optou por suspender o seu mandato como presidente do CEC e continuou a delegar no 1ª secretário da AM a representação institucional da mesma. Se a isto juntarmos o episódio triste, mas pelos vistos real, do convite oficial da Junta de Freguesia de Repeses para a apresentação da candidatura do PSD à União das Freguesias em que a mesma se inclui ou acrescentarmos mais alguns episódios do género, que agora não interessa escalpelizar, facilmente nos damos conta que o PSD local sobrevive graças à total confusão entre os meios do estado, os meios do partido e a promíscua relação de interesses em que entre eles se instalou. 
 Ora com a inclusão do "importado" João Cotta nas listas do PSD Viseu, note-se que não Tondela, tememos que a mesma confusão alastre, agora, para a vida associativa de carácter comercial, industrial e educativa do concelho e não só. 
Assim sendo e na defesa dos interesses de Viseu, dos Viseenses e, também, dos citados como cidadãos, não podemos mais ignorar este estilo de gestão promíscua e leviana. Em nome de uma vida democrática saudável e porque queremos Viseu sempre pela Positiva, não apenas em artigos de jornal mas em actos concretos, esperamos uma tomada de posição por parte do PSD e da Candidatura liderada por António Almeida Henriques sobre esta matéria.